30 de outubro de 2026 · Luanda, Angola

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SURTO DE MPOX EM ANGOLA JÁ ULTRAPASSA OS 500 CASOS

Redacção Jornal 2 Minutos17/09/2026, 18:092 min de leitura
SURTO DE MPOX EM ANGOLA JÁ ULTRAPASSA OS 500 CASOS

Angola enfrenta um dos surtos mais preocupantes dos últimos anos. Os números mais recentes, avançados pelas autoridades sanitárias, apontam para cerca de 578 casos positivos de mpox em todo o território nacional, com a província de Cabinda a concentrar a esmagadora maioria dos registos: 354 casos confirmados. A capital, Luanda, já notificou 13 casos desde o início do surto.Um balanço anterior do Ministério da Saúde confirmou também duas mortes associadas à doença, correspondendo a uma taxa de letalidade de 0,45%. Segundo o Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos de Sousa, o surto já afeta 11 das 21 províncias do país, sendo Cabinda e Moxico Leste os territórios mais atingidos.Angola entre os países mais afetados de ÁfricaUm relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou Angola como o segundo país africano com mais casos recentes de mpox, atrás apenas de Madagáscar. O documento revela ainda que 53% dos infetados são jovens adultos entre os 20 e os 29 anos, e que 56% dos casos ocorrem entre mulheres e raparigas.A localização geográfica de Cabinda, separada do resto do país por território da República Democrática do Congo, tem sido apontada como um fator de risco para a propagação transfronteiriça da doença.Sintomas a que a população deve estar atentaA mpox manifesta-se através de erupções cutâneas, manchas ou bolhas na pele, febre, dores de cabeça e musculares, arrepios e inflamação dos gânglios linfáticos. O período de incubação pode ir de dois a 21 dias após o contágio.Resposta das autoridadesFace à gravidade da situação, o Governo angolano já mobilizou 50 mil doses de vacina, distribuídas de forma estratégica devido à limitada disponibilidade mundial. Equipas de resposta rápida foram ativadas a nível nacional e provincial, com reforço da vigilância epidemiológica, rastreio de contactos e sensibilização das comunidades nas zonas mais afetadas.As autoridades apelam à população para redobrar os cuidados de higiene, evitar contacto próximo com pessoas infetadas e procurar assistência médica imediata perante qualquer sintoma suspeito.

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